Às vésperas de retornar às telonas, Bruno Montaleone vive um momento de continuidade no cinema. Depois de estrear diretamente no protagonismo em “Perdida”, dividido com Giovanna Grigio, e de integrar um projeto de perfil mais autoral, o ator se prepara para reencontrar o público em “Encontrada”, continuação do longa da Disney que marcou sua chegada ao circuito cinematográfico.
Antes vivenciar os sets da sétima arte, Montaleone já era um rosto conhecido da televisão e do streaming, com experiência consolidada diante das câmeras. Esse percurso ajuda a compreender por que sua entrada no cinema aconteceu de forma direta, sem etapas intermediárias. Na primeira fase da adaptação do best-seller de Carina Rissi, ele apresentou uma nova faceta de seu talento na pele de Ian Clarke, personagem que já contava com forte identificação junto ao público leitor.
No contato com a linguagem cinematográfica, o ator passa a explorar com mais profundidade o tempo e outros recursos específicos, como a contenção, o uso do silêncio e a precisão do gesto. Ele comenta: “Eu já vinha de uma trajetória longa na televisão, então cheguei ao cinema com preparo técnico e diria até que segurança diante da câmera. O que muda é a forma como o cinema captura tudo. A telona valoriza muito o detalhe, o tempo do olhar, o que você comunica sem falar. Em ‘Perdida’, eu pude entender melhor esse ritmo e perceber que, muitas vezes, uma cena se sustenta no que não é explicitado. Isso foi um aprendizado importante, mas dentro de um processo de continuidade, não de ruptura.”
Na sequência, o ator integrou o elenco de “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso. O projeto apresentou outra dinâmica de produção e um recorte histórico e cultural mais acentuado, ampliando sua atuação no cinema para além do romance que marcou sua estreia. Segundo o ator carioca, a experiência contribuiu para fortalecer sua versatilidade e seu trânsito por diferentes propostas narrativas: “‘Homem com H’ foi um trabalho muito significativo para mim porque ele carrega uma responsabilidade histórica grande. Existe um cuidado maior com a memória, com o coletivo, com o impacto que aquele filme pode ter. Estar nesse projeto me fez enxergar o cinema como um espaço de construção conjunta, e foi também uma experiência que acrescentou muito ao meu repertório e à forma como eu me posiciono em cena.”
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Agora, o retorno ao personagem que apresentou seu trabalho ao público do cinema acontece em um contexto mais amplo e amadurecido. Em processo de produção, “Encontrada” retoma o universo iniciado em 2023, mas não apenas o revisita, como também amplia sua visibilidade e aprofunda seus sentidos. O reencontro se dá após novas experiências profissionais, que se refletem em uma atuação mais segura e consciente, indicando um percurso de crescimento que dialoga com o filme anterior sem descaracterizá-lo. O ator completa: “Voltar ao Ian depois de outros trabalhos me deu mais ferramentas, com certeza. Não é sobre mudar quem ele é, mas sobre chegar com mais repertório e mais entendimento do tempo do cinema. ‘Encontrada’ chega em um momento muito consistente da minha carreira, e isso naturalmente aparece na forma como eu me relaciono com o personagem, então estou animado para esse reencontro do Ian Clarke com os fãs!”.






















