quarta-feira , 22 maio 2024
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Ganhar reality show e assinar contrato com grande gravadora nem sempre é sinônimo de carreira consistente

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Programas como The Voice Brasil da TV Globo, Canta Comigo da TV Record e o Vem Cantar, reality de karaokê do Netflix, aguçam cantores que sonham em viver da música por todo o país.

Visando o sucesso e assinatura de contrato com uma grande gravadora, diversos artistas duelam em provas musicais em busca de uma carreira reconhecida nacionalmente e quem sabe, o estrelato mundial. Claro que a maioria dos candidatos que é selecionada nesses realities conta com talento, porém nem sempre está preparado para uma carreira artística consistente.

Wilson Gava, produtor, preparador vocal e mentor artístico cita que o mais importante no início de tudo é estruturar a carreira. Gava é um experiente profissional que além de trabalhar com artistas consagrados como Claudia Leite, Família Lima, Luiza Possi, Paula Lima, Ronnie Von, Roupa Nova, Sandy & Junior e Simoninha, iniciou novos nomes como Lala Dias, Gabriel Valim e Mar Aberto, duo que acaba de assinar contrato com a Universal.

“O público se identifica com o artista por meio da música. Por isso há muitos casos em que o artista foi “criado” para o sucesso, porém não tinha autenticidade, verdade na voz e no comportamento, e teve uma carreira relâmpago que não se sustentou e foi fadado ao fracasso”, informa o mentor artístico.

Para o produtor, não adianta tentar pegar carona na onda sonora do momento. Se a pessoa estiver cantando algo que não tem a ver com o estilo dela, só por uma tendência de mercado, está indo pelo caminho errado.

“As pessoas vão sentir, mesmo que seja muito bem feito para disfarçar. Ao longo do tempo isso é revelado, por isso vemos muitos artistas efêmeros, que ficam por dois ou três anos e depois somem. Hoje, com as redes sociais, é possível acompanhar de perto a vida deles e, como a música está intimamente ligada ao modo de vida do artista, não é possível fingir o tempo todo”, afirma Gava.

Ele afirma também que atualmente não existe estilo que não tenha mercado. Os streamings e as plataformas digitais, que contam com distribuição nacional e mundial, acabam aproximando o artista do público que se interessa pelo seu tipo de som. Além disso, existem os canais de audiência segmentada nas tevês a cabo, as plataformas de vídeos, uma infinidade de possibilidades de distribuição de música, que alinhadas com uma boa estratégia de divulgação, acaba chegando nas pessoas certas que certamente vão gostar da música e do artista.

“Eu já presenciei muitos artistas se frustrarem indo por esse caminho na ansiedade de alcançar logo o sucesso. Muita gente se esquece da primeira fase, que é a mais importante, em ser verdadeiro para encantar com sua música, seja ela do estilo que for”, finaliza Gava.

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