GEDIIB e SBR lançam informativo sobre coronavírus para orientação de pacientes com DII

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Guia traz relação de pergunta e resposta sobre vulnerabilidade, prevenção e suspensão de tratamento em caso de contaminação

O Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB) e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) elaboraram, em conjunto, um informativo de orientação sobre o coronavírus (COVID-19) para pacientes acometidos por doenças imunomediadas, como a Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn. O guia ressalta que o objetivo é informar os pacientes e não alarmar sobre os riscos da pandemia, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na semana passada.

Continua após as recomendações

O informativo é uma relação de perguntas e repostas sobre os riscos de contrair a infecção pelo novo vírus, cuidados necessários, prevenção, necessidade de suspensão de medicamentos, vulnerabilidade, recomendações em casos de viagem e tratamento. “A necessidade de orientação se dá, principalmente, porque pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII) necessitam fazer uso de medicamentos imunomoduladores e imunossupressores, que interferem na capacidade do corpo de combater infecções”, explica o médico Dr. Rogerio Saad-Hossne, presidente do GEDIIB. Dessa forma, pacientes com DII estão mais vulneráveis a qualquer tipo de infecção, incluindo as respiratórias agudas.

A orientação do GEDIIB e da SBR é que, em caso de suspeita de infecção pelo COVID-19, a suspensão dos medicamentos utilizados no tratamento de DII deve ser avaliada pelo médico responsável. As duas classes médicas reforçam, ainda, que não existem evidências científicas de redução do risco de infecção com o uso de vitamina C ou vitamina D em altas doses. Dessa forma, não são recomendadas suplementações dessas vitaminas de forma indiscriminada.

ORIENTAÇÃO
Para pacientes com DII, em uso de imunomoduladores e imunossupressores, a orientação é, principalmente, evitar exposição desnecessária. As medidas de proteção e de controle da disseminação do coronavírus são as mesmas utilizadas para a população geral. “A melhor estratégia é sempre a prevenção”, reforça o médico.

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Dentre as medidas estão: lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos; se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos a base de álcool; evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitar contato próximo com pessoas doentes; ficar em casa quando estiver doente; cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo; limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência, entre outras boas práticas.

A íntegra do informativo pode ser consultada aqui: https://bit.ly/2ILkCsR

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