Gloria Groove comenta inspiração de “Coisa Boa”

Por Luca Moreira: Quando a faixa se torna um hit, como um fervo em pleno verão, e ainda viraliza nas vozes de outros artistas, de estilos diferentes, é porque estamos falando de “Coisa Boa”! Essa foi a resposta do último lançamento de Gloria Groove, que já entrou para as 50 virais do Brasil, no Spotify, e atingiu a marca de 21 milhões de views no vídeo clipe! O sucesso embalou o carnaval de 2019, com apresentação da artista para mais de um milhão de pessoas, e ainda ganhou versão de pagode, na voz de Léo Santana, e no axé com Daniela Mercury. Para comemorar todo este sucesso, Gloria Groove anuncia show em São Paulo no dia 22 de março, na The Week.

No repertório um hino atrás do outro, com destaque para as musicas “Bumbum de Ouro”, “Arrasta” e a atual “Coisa Boa”, onde a cantora mostra que veio para somar e potencializar a conscientização sobre vários fatores sociais, por meio da musica.

Como foi o seu primeiro contato com o meio musical?

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Minha mãe é cantora e sempre trabalhou como backing vocal, então pode-se dizer que o primeiríssimo contato foi ainda na barriga. (risos) Aos 4 anos comecei a querer cantar e aos 7 já fazia parte de grupo infantil, tinha contrato com a Sony e trabalhava profissionalmente com música. Tudo muito cedo.

O que te inspirou a fazer a música “Coisa Boa”?

Eu ansiava por uma música que fizesse jus à aquele momento onde eu precisava vir com uma música fervida, mas sem deixar o discurso forte de lado. Algo que sintetizasse toda uma luta e que deixasse muito claro que tenho total noção do lugar que ocupo.

Sobre a nova música, você diz “que existe um lugar onde a nossa luta e o nosso fervo se encontram”. Pode nos explicar um pouco sobre esse pensamento.

Já quase me deixei levar pela ideia de que fazendo pop eu jamais conseguiria refletir um momento de resistência tão bem quanto fazendo o rap, e que se fizesse, provavelmente ninguém iria engolir. No meio do processo de “Coisa Boa” deixei de acreditar nisso. Quando a gente ouve as manas dizendo que “o fervo também é luta” diz respeito à toda e qualquer manifestação artística no rolê, e eu acho que isso cabe perfeitamente na situação. “Coisa Boa” é um desses pontos de encontro.

Como foi trabalhar mais uma vez com o diretor Felipe Sassi em seu videoclipe?

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Trabalhar com o Sassi é sempre um desbunde. É um cara jovem, antenado e alucinado pelas mesmas coisas que eu. Tenho muito orgulho de tudo que construímos juntos.

Durante seus singles como “Bumbum de Ouro”, “Arrasta” e “Apaga a Luz”, você tenta conscientizar sobre fatores sociais. Qual a importância que se tem na propagação dessas mensagens através da indústria fonográfica?

A música é uma ferramenta incrível pra propagar ideias. No meu caso, falo da perspectiva de um grupo marginalizado e historicamente oprimido, ou seja, tenho a chance de reescrever essa história com meu trabalho.

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A chegada desse ano, foi um marco com a estreia no comando de blocos carnavalescos. Como foi a resposta pra você?

Fazer parte da festa do carnaval é sempre um momento de vigor e muito aprendizado. Este ano além de puxar meu próprio trio em SP, estive com Daniela Mercury puxando o Crocodilo em Salvador e também em SP novamente com Lexa e Preta Gil. É uma época engrandecedora.

Com o sucesso de “Coisa Boa”, quais são suas expectativas para 2019?

Continuar fazendo música para todos os ouvidos e seguir levando o nome e a história da comunidade LGBTQIA+ a novos lugares.

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Muito obrigada por me permitirem ocupar  este espaço e representar cada um de vocês. Que o futuro reserve cada vez mais chances de fazermos história. Tamo junto. Vai segurando!

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