Marcha LGBT no Brasil por direitos e contra a intolerância

Foto/Reprodução

A tradicional marcha do orgulho LGBT começou na manhã de domingo em São Paulo exigindo respeito à diversidade, com um forte clima político em um ano em que o Brasil mostra sua face mais conservadora.

A 23ª edição do festival é comemorada, como todos os anos, nas avenidas Paulista e Consolaçao da capital econômica da América Latina. Cheio de cores, fantasias e música, assemelha-se ao Carnaval de São Paulo, com a diferença de que a festa transmite uma forte mensagem política.

O Brasil escolheu como presidente em 2018 o ultra-direitista Jair Bolsonaro, que ao longo de sua carreira política espalhou uma história de mensagens homofóbicas, racistas e sexistas.

Desde que assumiu o cargo, em janeiro, Bolsonaro reafirmou sua natureza conservadora. Entre outras declarações polêmicas, ele descreveu como “erro” a criminalização da homofobia, decidida neste mês pelo Supremo Tribunal Federal.

Com um domingo ensolarado e quente, o clima contribuiu para o início do que é considerado uma das maiores mobilizações do mundo e este ano onde reuniu cerca de 3 milhões de pessoas.

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Dezenove carros de som atravessaram as duas avenidas que se estendem até o centro da cidade. As principais atrações são a Spice Girl, Mel C, além das brasileiras Karol Conká, Iza e Luísa Sonza.

O tema deste ano é “50 anos de Stonewall” em homenagem aos protestos em um bar em Nova York em 1969, que se tornou um marco na luta pelos direitos da comunidade LGBT.

A Avenida Paulista recebeu retoques para o evento, como a adaptação das luzes dos semáforos para pedestres que, ao invés do tradicional verde e vermelho, foram exibidos imagens de casais do mesmo sexo.

Um posto médico foi instalado, bem como enormes decorações com as cores do arco-íris, símbolo do movimento. Algumas lojas se juntaram à festa, usando a bandeira multicolorida.

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“O preconceito tem uma cura, mas com educação”, ditou uma faixa que avançava esta manhã em paralelo com o primeiro caminhão de som do desfile.

As conquistas dos últimos anos, legais e simbólicas, são evidentes no Brasil, pois em 2002 a homossexualidade deixou oficialmente de ser uma doença . Casamento de iguais e adoção foram legalizados pelo Supremo Tribunal Federal em 2013, o Estado paga pela mudança de sexo, e até mesmo as novelas brasileiras estão refletindo mudanças sociais.

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Recentemente, o Supremo Tribunal Federal do Brasil determinou que os ataques contra a comunidade LGBT e -homofobia transfobia- deve ser tratada como uma forma de racismo até que o Congresso aprove uma lei sobre o assunto, uma decisão que foi descrito como um “erro “Por Bolsonaro.

Vamos a luta, que conquistarmos muito mais.

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