Público LGBTQIA+ enfrenta mais desafios para se firmar no mercado de trabalho

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“Se conseguir emprego em plena pandemia já está difícil, imagine para o pulico LGBTQIA+. Opressão, humilhação e preconceito e a gente sabe como termina quando começa desse jeito”. Esta triste constatação é apontada pelo artista e influenciador Daylon Martineli, e ele explica os fatores que justificam tal visão.

Pode parecer bobagem para alguns, mas o fato é que Daylon já viveu na pele situações preconceituosas no mercado de trabalho por sua opção sexual. “Eu sou gay e já passei por algumas situações constrangedoras ao longo de minha jornada, por isso decidi empreender e faturei R$ 2 milhões no meu primeiro ano de trabalho”, relata.

Além de artista e influenciador, Daylon também é empreendedor, e tornou-se bem sucedido profissionalmente. Assim, ele revela os principais como o preconceito ainda é tão presente no cenário LGBTQIA+ no Brasil. “Acabo de descobrir que um amigo gay foi demitido do trabalho. Ele trabalhava em um supermercado, e por estar com as unhas pintadas de preto e usar brinco. Eu considerei isso um ultraje com a nossa classe e com toda nossa luta” lamenta.

“É difícil de dizer, mas a verdade é que entre um heterossexual e um homossexual, a preferência sempre o heterossexual. Dificilmente a classe LGBTQIA+ consegue um primeiro emprego se não se ‘camuflar’ perante a sociedade, não generalizando, mas na maioria dos casos”, pondera Daylon.

Quando fala de “opressão, humilhação e preconceito”, o influenciador lembra daqueles jovens e adolescentes, que, “para conseguir o primeiro emprego, devem retirar o esmalte da unha, os brincos, cortar o cabelo e mostrar ser ao entrevistador ou superior algo que você não é por dentro, apenas para conseguir a oportunidade”.

Daylon Martineli

Na contramão dessa questão, existem boas iniciativas que podem ser destacadas. Segundo Daylon, uma empresa que possui essa “visão mais aberta” é a Chili Beans. Essa é a maior empresa de pós-venda de relógios e óculos de sol e acessórios da América Latina. Criada em 1997, pelo empresário Caito Maia, mantém aproximadamente 700 franquias em todo Brasil, além de possuir lojas em outros países como Estados Unidos, Peru, Portugal, México, Tailândia, Colômbia, Chile, e Emirados Árabes. “Empresa na qual merece destaque neste quesito, por mostra versatilidade, acolhimento, zero preconceito e empresa milhares de LGBTQIA+ no nosso país”, reforça.

Atuante na luta pela igualdade de condições, Daylon acredita que ainda muita coisa precisa ser feita, mas ressalta um dos seus lemas diários: “Somos todos iguais, temos os mesmos direitos e o preconceito não vai calar este desejo”, finaliza.

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