Jéssica Marisol, do ‘De Férias com Ex Brasil’, relembra transição capilar: ‘Comecei a amar algo que estava escondido em mim’

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Na televisão, personalidades como a jornalista Maju Coutinho e a médica Thelma Assis (vencedora do “BBB”surgem como referência para mulheres e meninas pretas. Na música, IZA Ludmilla exalam confiança e autoestima. Nas redes sociais influenciadoras pretas compartilham experiências tratando sempre de empoderamento e aceitação, especialmente com as meninas mais jovens.

Atualmente o tema da igualdade racial está cada vez mais em alta, mas nem sempre foi assim. Sem referências estéticas e sufocadas pelo padrão de beleza feminina apresentado nas revistas, nos jornais, no cinema e especialmente na TV, meninas com cabelo crespo ou cacheado buscavam todos os meios possíveis para se adequar ao que era imposto.

Nesta busca por representatividade , a influencer Jéssica Marisol, partipante da 6ª edição do “De férias com o ex Brasil”, se destaca compartilhando suas experiências pessoais e dando dicas de beleza, tratamento capilar e penteados, que ajudam a inspirar meninas que ainda não se livraram das imposições sociais por um tipo específico de beleza.

Sem tantas referências quanto hoje em dia, Jéssica tentava se encaixar no padrão sem aceitar a própria beleza natural, recorrendo ao que era possível para se sentir mais bonita. “Lembro de dias em que me olhava no espelho e chorava por estar com metade do cabelo cacheado e a outra metade lisa. Hoje minha juba é minha identidade e poder brincar mudando para tranças e diferentes finalizações é libertador”, conta.

Tentativas de alisamento desde a infância

Jéssica passou pela mesma situação que milhões de meninas brasileiras. Para tentar ser igual as mulheres que via nas novelas e nos programas da TV, buscou todo tipo de alternativa para alisar os cachos. “Aos 6 anos vi minha mãe preparando o henê para passar no cabelo, peguei o pote sem ela ver e, escondida, passei a mistura no meu cabelo, com o desejo que ele ficasse liso. Depois, aos 12 anos comecei realmente a alisar o cabelo e com 24 anos tive um corte químico. Foi aí que fui obrigada a parar o alisamento”, explica a participante do “De Férias com o ex” da MTV Brasil.

Foto: Júnior Mota / Divulgação

Transição capilar

O excesso de produtos químicos para alisar, além de chapinhas e outros procedimentos, destruíram a beleza dos fios cacheados. Para voltar ao cabelo natural e se sentir bonita com isso , foi preciso um processo de aceitação e cuidados específicos para restaurar o brilho e força dos cachos. “Comecei minha transição capilar que durou 2 anos e meio, realizando o Big Chop em março de 2016. Tudo isso fez do meu cabelo sinônimo de liberdade, de me amar sendo quem eu sou, do jeitinho que sou! Foi uma das épocas mais dolorosas que já passei, mas foi quando me redescobri, aceitei porque comecei a amar algo que estava ali, escondido em mim”, detalha Jéssica Marisol.

Rotina de Cuidados

Forçar o que não é natural, tentando alisar os fios a todo custo dá muito mais trabalho do que cuidar e manter o cabelo como é. Se antes Jéssica perdia muito tempo tentando se encaixar no padrão, atualmente vai direto ao ponto e faz o que é mais recomendado para o bem estar dos cachos. “Não uso uma linha fixa de produtos, vivo variando e testando produtos específicos para a minha juba, mas faço e indico o cronograma capilar. No dia da lavagem, realmente dedico mais tempo e atenção para os fios, mas no day after é só sucesso e quando não estou satisfeita, em 5 minutos um coque abacaxi resolve! As cacheadas e crespas de plantão vão me entender!” explica a influencer.

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