Por muito tempo, o entretenimento da TV, de forma geral, era algo que acontecia com horário marcado. A novela era das 8 ou das 9, e perder o capítulo significava que você tinha que esperar até a reprise do sábado ou buscar algum resumo com outra pessoa que assistiu. Todo mundo assistia à mesma coisa, no mesmo horário, e isso era definido por alguns controladores de conteúdo no país.
De uns 10 anos para cá, isso mudou de forma radical e hoje cada espectador escolhe sua própria grade. Ele escolhe o que assistir, quando, onde e em qual velocidade. De forma simples, deixamos de ser só espectadores para sermos verdadeiros controladores de programação, e a nossa ideia nesse artigo é explorar um pouco mais a fundo esse fenômeno do entretenimento digital.



A nova grade é infinita e personalizada
A nova grade é infinita e personalizada. Uma das principais mudanças dos últimos anos é que o cardápio da TV agora é muito mais variado. As novelas continuam quebrando recordes de audiência no Brasil, mas agora convivem com dramas da Turquia, dramas coreanos e reality shows do mundo todo, junto com transmissões ao vivo.
Desde programas de entrevistas até conversas com influenciadores, cada tipo de formato atende ao momento, seja um momento de descanso no final de semana, um intervalo do almoço com vídeos curtos, ou uma sexta-noite com uma live mais animada.
A grade deixou de ser uma linha do tempo fixa e virou um verdadeiro cardápio, onde o usuário faz a sua própria curadoria e escolhe o que quer assistir e quando.
Por que é tão difícil parar no “só mais um episódio”
Um hábito que virou muito comum entre telespectadores do Brasil é o ato de maratonar séries ou filmes, ou seja, assistir a diversos episódios da mesma série praticamente sem pausa, em uma sentada só, e existe uma ciência por trás desse conceito.
O sistema de recompensa do nosso cérebro responde com força à ideia da antecipação, e aquele gancho no final do episódio serve justamente para isso. As plataformas basicamente aprenderam a emendar o próximo capítulo antes que a razão entre na conversa, e os algoritmos das plataformas de streaming alimentam ainda mais esse serviço.
Cada abandono de episódio e cada busca alimentam um sistema de recomendações cada vez mais personalizado que conhece o gosto do usuário final e monta uma grade com maiores chances de manter o usuário conectado por mais tempo.
Uma grade para cada público
Essa fragmentação de conteúdos e personalização acontecem agora em segundos e são muito mais precisas do que nunca. Hoje em dia existem plataformas para quem curte exclusivamente reality shows, conteúdos orientais, para quem só vê documentários, para fãs de novelas e até mesmo para o universo adulto e de jogos online.
Além da facilidade de acesso, outras camadas contribuíram para o aumento e a popularidade desse tipo de conteúdo, como o licenciamento das plataformas de jogos. Agora, plataformas licenciadas, como o PlayUZU cassino, operam de forma 100% legal e com fiscalização federal.
Obviamente, esses conteúdos são restritos a usuários com mais de 18 anos e precisam apresentar ferramentas de jogo responsável e controle de tempo, mas é mais um exemplo de nicho que migrou do imaginário distante para a tela de celulares e agora fica disponível a qualquer lugar.
De forma geral, cada interesse, por mais específico que seja, tem seu canal, seu horário e sua comunidade compartilhando a experiência em tempo real.
Outro elemento novo, mas muito presente agora, é a era dos influenciadores, podcasters e streamers. O que antes ficava restrito às grandes emissoras de TV agora fica muito mais próximo do público mais amplo. Esses novos formatos de apresentação agora também disputam a audiência de grandes canais da TV aberta no Brasil, principalmente no público mais jovem, e quem ocupa o horário nobre da TV não está mais no estúdio de TV, mas em um quarto com ring light e interagindo pelo chat.
Conclusão: personalização no centro de tudo e a arte de saber desligar
Os formatos de entretenimento têm mudado muito nos últimos anos e agora colocam os usuários como protagonistas da curadoria do seu próprio conteúdo. É importante lembrar que essa abundância vem com um preço e, quando a grade de conteúdos é infinita, a fronteira entre lazer e piloto automático fica mais tênue e é importante que o usuário saiba escolher ativamente qual tipo de conteúdo consumir em vez de só deixar tocar.
Talvez isso seja uma certa ironia da revolução, porque agora o usuário conquistou o direito de assistir a qualquer coisa, de qualquer lugar e a qualquer momento, mas descobriu que o verdadeiro poder que ele exerce sobre essa nova tecnologia é saber quando encerrar a transmissão do dia.
O futuro do entretenimento é incerto, mas uma coisa é certa: a autonomia do usuário e conteúdos cada vez mais personalizados com certeza são elementos que vieram para ficar e vão continuar alimentando os diferentes formatos de entretenimento digital presentes no mundo hoje.































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