quarta-feira , 24 abril 2024
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1º de abril: 5 mitos que todos querem que você acredite ao criar uma startup

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Empreender em um cenário de inovação é o sonho de muita gente. Criar uma startup, escalar o negócio e mudar o modo como as coisas funcionam faz parte desse ideal. Contudo, apesar de muitos dos desafios dessa jornada serem debatidos no mercado, existem alguns aspectos que só quem viveu a experiência conhece.

É o caso de Andréa Migliori, CEO da Workhub, uma HRTech de soluções para portais corporativos pioneira no segmento a incorporar inteligência artificial aos seus serviços. A startup foi fundada em 2020 e, de lá para cá, conquistou mais de 100 clientes que totalizam mais de 240 mil usuários da plataforma. A primeira rodada de captação (pré-seed) já aconteceu e a empresa cresceu sua receita recorrente mensal em mais de 500%.

“Nossa trajetória tem sido ágil e veloz, mas não sem alguns percalços que toda empresa e toda pessoa empreendedora acaba enfrentando”, comenta Andréa. Com isso em mente, e com a aproximação do 1º de abril – data mundialmente conhecida como Dia da Mentira -, ela listou 5 dos principais mitos que já ouviu sobre a criação e manutenção de uma startup – e porquê eles estão longe da realidade.

  1. Todo mundo vai adorar sua inovação

“Você pode ter desenvolvido uma solução incrível que vai de fato ajudar as pessoas. Pode provar por A + B as razões pelas quais a sua área será positivamente impactada. E, ainda assim, muita gente pode não apreciar e talvez nem se interessar em conhecer a novidade à princípio”, comenta a CEO.

O motivo é que mudanças trazem desconforto, mesmo quando são para melhor. Quem cria consegue ver o lado bom bem mais facilmente do que quem está acostumado com o modo antigo. “É natural que exista algum atrito antes da disrupção ser inteiramente aceita, porque nós só conhecemos o que está atrás de nós, no passado. Não sabemos ainda o que está na frente. A inteligência artificial, por exemplo, está atravessando um período de muita polaridade, pois é uma revolução que agrada uns e desagrada outros”, explica Andréa.

O recomendado, então, é dedicar esforços para entender e educar clientes e o mercado. A adoção da inovação talvez não seja imediata, mas ainda pode acontecer. A dica aqui é: apaixone-se pelo problema, não pela solução.

  1. O trabalho só vai funcionar se for remoto, presencial ou híbrido

“Pode parecer confuso citar três diferentes modelos de trabalho, mas o mito não está no modelo e sim no ‘só vai funcionar assim’. Dependendo da natureza do negócio, é comum ouvir essas definições indo para um lado ou para outro, sempre de forma determinante e nunca levando em consideração as nuances e possibilidades da empresa e das pessoas que vão compor seus times”, diz Andréa.

A verdade, segundo a empreendedora, é que nenhum modelo é uma garantia para nenhuma startup, mesmo quando parece ideal seguir por um caminho ou outro. “Não adianta colocar todo mundo em home office porque parece estar na moda, assim como não adianta exigir o presencial porque dizem que a produtividade é melhor assim. Qual é o seu cenário? Comece por aí”, afirma.

Migliori também ressalta que é preciso entender que o modelo remoto é uma novidade e, dessa forma, o modo de fazê-lo funcionar também é novo. É preciso ter cuidado ao tentar transpor uma gestão presencial para o online, porque não é o mesmo. Os problemas são novos, então as soluções também precisam ser novas — e uma gestão desatualizada pode fazer você trocar tudo pelos motivos errados.

  1. O melhor é tomar as decisões só

Empreender é uma jornada frequentemente solitária e, muitas vezes, torna-se um costume passar pelas tribulações sem nenhum suporte. Mas não precisa ser assim: ter uma rede de apoio faz toda a diferença.

Andréa explica que essa rede vem de grupos, comunidades, instituições, entre outros conjuntos de pessoas que fomentam discussões em comum. O bom de ter mais alguém para compartilhar estratégias e visões é que isso ajuda a ver o negócio a partir de diferentes ângulos e assim tomar decisões mais assertivas.

“Além disso, é preciso se preparar para o caso da situação mudar. Mesmo que você se acostume a tocar o barco por conta própria, há uma virada de chave importante no caso de investimentos e crescimento. Investidores podem auxiliar muito e estarão lá para isso também, não só pelo dinheiro”, ressalta a CEO.

  1. A confiança está sempre presente

“Só pensa isso quem nunca viveu uma síndrome de impostor”, brinca Andréa. “A confiança é ótima e é preciso ter uma posição altiva na gestão, mas não dá para fingir que a insegurança jamais bate, especialmente se tratando de startups, que por natureza pavimentam caminhos nunca antes percorridos”.

Ela também destaca que, para mulheres, a síndrome pode ser até pior. “Crescemos ouvindo elogios e críticas diferentes, desde pequenas. Os meninos são elogiados pelo talento e capacidade, e as meninas pela beleza e docilidade. Isso gera uma hesitação internalizada quando é hora de mostrar que também somos talentosas e capazes. Mas é preciso superar e seguir em frente”, conta.

  1. Diversidade? Dá para pensar nisso depois

“Vemos inúmeras empresas tradicionais, grandes, apostando em ações para aumentar a diversidade em seus times. Daí, quando uma startup surge, muitas vezes esse pensamento vem mais tarde, como se fosse algo a considerar só quando a equipe estiver nas centenas. Isso é um erro tremendo, porque a diversidade tem que ser o ponto de partida, não o ponto de chegada”, diz Migliori.

Ela faz uma provocação: que outro princípio seria deixado para depois? Dá para dizer que a empresa vai ter uma meta de ficar “30% mais ética”? Por que a diversidade não seria levada a sério desde a primeira página? Além disso, as startups têm vantagem nesse sentido. Enquanto companhias enormes precisam se esforçar para corrigir a rota, quem está começando agora pode iniciar a jornada do jeito certo, angariando todos os benefícios de ter uma equipe diversa.

“Assim como no caso dos modelos de trabalho, o segredo aqui é entender o que faz sentido para cada negócio. Se não dá para criar um programa de treinamento interno para determinado grupo social, por exemplo, talvez dê para criar iniciativas de contratação, ou rever políticas específicas, ou o que mais for possível dentro da sua realidade. O importante é ter intencionalidade em cada ação”, aponta Andréa.

Todos esses mitos podem vir em forma de conselhos não qualificados, de comentários despretensiosos ou mesmo de situações muito particulares que não se aplicam ao cenário geral. A recomendação que fica é ter atenção às “mentiras”, mesmo quando bem-intencionadas. Assim, sua startup ganha mais chances de evoluir.

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