Discussões em programas de TV aumentam o interesse do brasileiro sobre diversidade

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Atualmente, é notável o crescimento significativo e constante das discussões – também em programas de TV – sobre diversidade e inclusão em todas as esferas: públicas, privadas e organizações da sociedade civil. Debater sobre o racismo tem ganhado proporções globais, com manifestações jamais vistas anteriormente. Um marco para um mundo onde o racismo é praticamente enraizado.

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Infelizmente, toda a atenção e conscientização atual voltada para o combate ao racismo não é o suficiente. Ainda não é plausível afirmar que – hoje – podemos incluir pretos como parâmetros e indicadores de desenvolvimento econômico e social dos países. Pelo menos não como deveria. A prática do racismo ainda é muito visível nas sociedades, principalmente no Brasil.

De acordo com o estudo Oldiversity® – estabelecido como parâmetro avaliativo de quem pensa, preocupa-se, promove e defende assuntos ligados à longevidade e à diversidade de orientação sexual, gênero, raça e pessoas com deficiência, no contexto de marcas e negócios – o preconceito racial ainda está muito enraizado na sociedade brasileira, apresentando-se inclusive na falta de oportunidades de emprego, nas relações sociais e na forma como as marcas os representam. 77% dos pretos entrevistados pelo estudo revelam que as empresas têm preconceito em contratar pretos e 70% afirmaram que já sofreram algum tipo de discriminação racial.

Pensando em mudar o cenário destacado acima, o primeiro passo já foi dado. A ampliação dos espaços de debates, inclusive na TV, reconhecendo todos os obstáculos enfrentados pela população negra desde a abolição do sistema escravocrata no Brasil – incentivando o combate ao racismo – é de grande importância.

Referindo-se às marcas, que haja o entendimento de que esse processo/movimento deve ser natural, cultural. Nada impositivo. A equipe e a sistematização de práticas devem estar compromissadas em colocar fim na ideia de seguir padrões anteriormente definidos, nos quais cor da pele, etnia e perfil eram definidos de maneira errônea. O estudo já destacado aponta que cosméticos (55%), entretenimento (28%), moda (20%), alimentos e bebidas (16%) são os segmentos mais associados à diversidade pelos pretos. Natura (31%), O Boticário (26%), Avon (15%) e Globo (14%) são as marcas mais associadas à diversidade por eles. O Boticário (30%), Natura (23%) e Coca-Cola (13%) são as propagandas mais associadas à diversidade.

O estudo mostra também que os pretos estão cada vez mais atentos às vozes que os defendem e posicionando-se cada vez mais em relação às marcas e empresas, quando entendem que estas cometem algum tipo de preconceito. 72% dos entrevistados apoiam movimentos sobre diversidade e sentem-se à vontade em retratar o tema explicitamente. 72% não consomem/utilizam produtos de marcas com comportamentos preconceituosos. 68% passam a preferir; 65%, consumir e 64% passam a  recomendar as marcas que falam abertamente sobre a diversidade. 53% consideram a propaganda no Brasil racista. Os negros desejam cada vez mais representatividade e têm expectativas de uma sociedade mais inclusiva e tolerante. 67% dos entrevistados gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade. 65% declaram que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade.

Referindo-se à departamentos de marketing e comunicação e agências que fazem a ponte entre marcas e consumidores, a atenção para aumentar o número de pretos em seu quadro de funcionários é cada vez mais notável. Em contrapartida, muitas vezes ancoram-se no discurso de que é difícil encontrar profissionais com qualidade. Desculpa inaceitável atualmente. As políticas de contratação devem sofrer mudanças e ações de desenvolvimento e capacitação que deem a todos as mesmas oportunidades de crescimento devem ser implementadas.

Em relação ao público LGBT+, o Oldiversity® adverte que as pessoas ainda sofrem muito preconceito e 73% dos entrevistados dizem que o governo influenciou o aumento do preconceito de gênero ou orientação sexual. 53% já sofreram algum tipo de discriminação pela sua orientação sexual. Os comportamentos preconceituosos das marcas e a falta de diálogo aberto quanto à diversidade afastam o público LGBT+, que deixa de consumir e não se relaciona com essas empresas. 69% não consomem produtos de marcas com comportamentos preconceituosos. 67% consideram, 67% recomendam, 66% admiram e 65% preferem marcas que falam abertamente sobre a diversidade.

O grupo LGBT+ deseja maior participação no Mercado de Trabalho e nas propagandas, sendo mais representado e respeitado. 75% declaram que as empresas têm preconceito em contratar LGBT+. 72% gostariam de ver mais propagandas com elementos de diversidade. 68% dizem que as propagandas ajudam a criar uma sociedade mais tolerante à diversidade. Cosméticos (52%), moda (27%), entretenimento (25%), alimentos e bebidas (17%) são os segmentos mais associados à diversidade por LGBT+. Natura (32%), O Boticário (21%), Netflix (13%) e C&A (12%) são as marcas mais associadas à diversidade por eles. Natura (33%) e O Boticário (22%) são as propagandas mais associadas à diversidade.

É cada vez mais visível que as pessoas estão atentas no combate ao racismo. Lutam pela igualdade e combatem qualquer tipo de preconceito com o preto, inclusive na representatividade de produtos, serviços e branding. Não é plausível se restringir apenas ao incômodo com as desigualdades raciais. É preciso ir além de hashtags nas redes sociais.

Por meio do Oldiversity®, idealizado pelo Grupo Croma, foram realizadas 2032 entrevistas quantitativas on-line, utilizando painel de internautas de 16 anos ou mais, classes ABC, distribuído pelo território nacional, com cotas desproporcionais por idade e cotas específicas, considerando gênero, raça, orientação sexual e PcDs. Os resultados foram ponderados para representar a população brasileira das classes ABC.

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