Compartilhe

Reflexões sobre o resgate e a criação da autoestima da mulher negra, afetividade e plenitude foram as inspirações da cantora Anna Suav para compor seu novo single, “BNTA”. A música será lançada no próximo dia 6 de abril, em todas as plataformas digitais, e chega acompanhada de um videoclipe gravado em Belém (PA).

Continua após as recomendações

Calcado no pop e no R&B contemporâneo brasileiro, “BNTA” (abreviação para “bonita”) é o primeiro single do EP de estreia de Anna Suav, previsto para ser lançado ainda no primeiro semestre de 2021. A canção representa uma nova fase na carreira solo da artista, que já fortalece a cena musical do Norte do país desde 2017.

“’BNTA’ fala, primeiramente, sobre um processo de superação. Busquei pautar a esfera dos relacionamentos, tendo como perspectiva a vivência de mulheres negras”, conta Anna. “A partir disso, é inerente pensar no histórico de solidão, abandono, não prioridade e submissão, enfim, opressões que cercam nossos corpos devido ao racismo, ao machismo e afins. Esses sentimentos, por mais dolorosos e subjetivos que sejam, precisam ser colocados à luz para que a gente reflita sobre eles e para que possamos entender formas de nos curarmos e subvertermos isso”, acrescenta Anna.

Musicalmente, Anna Suav dialogou com referências sonoras que transitam entre o pop, R&B e hip hop, como SZA, Ray BLK, Kali Uchis e Bruno Mars. A faixa “BNTA” contou com a produção de Wzy, produtor, beatmaker e rapper que já trabalhou com nomes do cenário nacional como Rashid, Rincon Sapiência e Rodrigo Ogi, entre outros.

Videoclipe

Além de ser responsável pela composição, Anna Suav também concebeu, dirigiu e roteirizou o videoclipe da faixa, produzido de maneira independente, com a parceria da Caribé Filmes e da Manda Job Produções. Guiado por uma estética definida por ela como “glow” e “fancy”, o clipe acompanha a cantora em um processo de redescobrimento e superação amorosa, culminando em seu grande momento como a estrela do show, uma diva.

“Essa estética ficou por muito tempo distante das possibilidades e projeções das mulheres negras. Por isso, a gente quis retratar isso no vídeo, mostrando que ter esse glamour é possível para nós também. Por que não? É uma forma de dizer que ‘posso até sofrer, mas sofro bonita’”, destaca a artista. “Por muito tempo, tivemos nossa questão estética anulada, e, por isso, assistir a construção dessa retomada de empoderamento, entre mulheres de todas as idades, é de se encher a esperança! É pensar que meninas dessa nova geração terão referências para se enxergar e se orgulhar”.

DEIXE SEU COMENTÁRIO