segunda-feira , 17 junho 2024
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Sou sedentário. Como começar a me exercitar?

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Abandonar o sedentarismo e engatar uma rotina de exercícios físicos pode ser um desafio. Os hábitos arraigados, combinados com a falta de motivação e o desconhecimento da importância das atividades físicas à saúde, pode fazer com que o sedentarismo persista. Mas, a mudança para um estilo de vida ativo pode promover vitalidade e qualidade de vida ao longo do tempo, já que a prática de atividades físicas fortalece o sistema musculoesquelético, previne doenças e impulsiona o bem-estar geral, contribuindo para uma vida mais saudável e equilibrada.

A professora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Una – que integra a Ânima Educação –, Jéssica Garcia Jorge, destaca que os benefícios das atividades físicas podem ser percebidos quase imediatamente, porém, é comum que sedentários sintam desconforto quando saem do estado de repouso, interpretando o exercício como mais intenso do que realmente é. “O segredo é persistir até que a temperatura corporal aumente e facilite todas as outras reações bioquímicas, que suprirão a demanda de energia. Com o tempo, o bem-estar se torna maior e o exercício físico além de benéfico se tornará prazeroso”, salienta.

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Compreender a diversidade de condições físicas e idades também é crucial ao iniciar um programa de exercícios. Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, que oferece orientações seguras para todas as faixas etárias, a abordagem deve ser progressiva, com exercícios aeróbicos e anaeróbicos adaptados ao nível de aptidão física. “Identificar a intensidade da atividade é crucial. Conversar durante a prática indica leveza, enquanto a dificuldade de falar sugere intensidade moderada e a incapacidade dela aponta para uma atividade vigorosa”, explica Jéssica.

Para minimizar riscos de lesões na transição de estilo de vida sedentário para rotina mais ativa, se aquecer e mobilizar as articulações são dicas importantes. Já para fortalecer áreas específicas do corpo que são comumente afetadas pelo sedentarismo, como a região lombar ou os músculos posturais, Jéssica indica a prática de Core ou Power House, que fortalece os músculos estabilizadores da coluna, como lombar, torácica cervical e tronco. Uma vez fortalecidos, eles melhoram o equilíbrio e alinhamento postural, o que potencializa a execução correta e protetiva de todos os outros movimentos dos membros superiores e inferiores do corpo.

Por fim, no enfrentamento das limitações físicas e resistências psicológicas, a fisioterapeuta incentiva o autoconhecimento corporal. “O desconforto é parte do crescimento e a persistência é chave no processo adaptativo. Pequenas substituições ativas, como preferir escadas a elevadores, são formas de incorporar atividade física na rotina. Cansaço e pequenas dores são sinais positivos e a escolha de exercícios prazerosos, com metas realistas, é crucial para o sucesso na transição do sedentarismo. O importante é começar, persistir e compreender que até o ‘pouco’ é significativo para um corpo que estava em repouso”, finaliza.

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