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Espermidina: substância encontrada no corpo humano e em determinados alimentos pode prolongar a vida

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Sabe-se que a expectativa de vida tem aumentado no mundo inteiro. No Brasil, de acordo com IBGE, esse crescimento é visto anualmente e diversos estudos apontam os motivos que podem contribuir com uma vida mais longa. Saneamento básico, avanço da medicina, maior acesso à saúde e informação e uma dieta rica em substâncias que combatem o envelhecimento são alguns dos principais fatores que ajudam na longevidade.

E cada vez mais são descobertos ingredientes e substâncias em alimentos que também são capazes de ativar mecanismos que contribuem com o aumento da expectativa de vida, como é o caso da espermidina – encontrada em cogumelos, lentilha, nozes, sementes, ou seja, em grãos integrais -, que é uma substância natural e que faz parte dos compostos chamados poliaminas, que desempenham diversos papeis importantes nas células, incluindo a regulação do crescimento celular e a manutenção da integridade genômica, ou seja, a integridade do DNA e, consequentemente, a sobrevivência da célula.

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Espermidina x longevidade

Com isso, estudos publicados em 2018 pelo Instituto Guido Kroemer: Centre de Recherche des Cordeliers, na França, relataram que a absorção nutricional de espermidina está associada à redução da mortalidade geral, cardiovascular e relacionada ao câncer em humanos.

“Os estudos se basearam na utilização de questionários alimentares que permitiram calcular, para cada indivíduo, a absorção nutricional de poliaminas, incluindo espermidina. Os resultados apontaram um prognóstico favorável independente para a redução da mortalidade, o que significa que esta variável previu uma incidência reduzida de morte mesmo após correção de fatores de confusão, como idade, índice de massa corporal, consumo de álcool ou aspirina, diabetes, síndrome metabólica, atividade física, sexo, status socioeconômico e até mesmo qualidade da dieta, apoiando a ideia de que a espermidina pode, de fato, estar causalmente envolvida na redução da morbidade e mortalidade geral”, explica Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico e professor especialista em cosmetologia.

O estudo também apontou que a espermidina é capaz de estimular e induzir a autofagia, que é um processo que envolve a reciclagem de células danificadas, envelhecidas ou não funcionais, fazendo com que haja a regulação do equilíbrio celular e, também, o rejuvenescimento de importantes porções da célula. “Por esta razão, a autofagia tem um vasto potencial antienvelhecimento, sendo capaz também de eliminar células defeituosas ou cancerígenas”, ressalta o farmacêutico.

Outro estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Texas A&M, em 2017, mostraram que aqueles que receberam espermidina, tiveram menos câncer de fígado e fibrose hepática, mesmo nos casos em que o organismo já apresentava uma predisposição natural para essas doenças. “Os resultados ainda apontaram que a longevidade com o consumo de espermidina pode aumentar de 10 a 25% (sendo possível a porcentagem mais alta para indivíduos que iniciam o consumo desde a infância), e que os efeitos colaterais da substância são mínimos, já que ela é encontrada no próprio esperma humano”, diz Dr. Maurizio.

Como tirar proveito da esperimidina?

Conforme citado acima, essa substância pode ser encontrada em diversos alimentos, o que facilita seu consumo no dia a dia de qualquer pessoa. “Leguminosas, como ervilha, feijão e lentilha, cereal integral, sementes, como a de girassol e abóbora, alguns tipos de cogumelos, algumas frutas, como a maçã, além de alimentos fermentados são algumas das fontes alimentares ricas em espermidina. Desta forma, é possível ter uma dieta diversificada e com opções para toda a família, lembrando que quanto mais jovem se inicia o consumo dessa substância, mais chances de aumentar a longevidade”, explica o farmacêutico.

Ainda é importante ressaltar que a quantidade exata de espermidina pode variar em diferentes alimentos e, também, pode ser influenciada pelo método de preparação desses alimentos. “Por isso, é importante manter um cardápio variado e com fontes alimentares naturais sempre que possível, para poder absorver o máximo de quantidade de espermidina nas refeições diárias”, diz o especialista.

Mecanismos beneficiados pela espermidina

Além da autofagia, citada anteriormente, que é um processo essencial para a manutenção da saúde celular, a espermidina ainda pode contribuir com outros mecanismos no nosso organismo capazes de prolongar a vida, como:

  • Proteção do DNA: A espermidina pode ajudar a proteger o DNA contra danos, o que é crucial para prevenir mutações genéticas que podem levar ao envelhecimento celular e a várias doenças.
  • Regulação da expressão genética: A espermidina pode influenciar a expressão de genes relacionados ao envelhecimento e a longevidade, uma vez que, ela pode estar envolvida na regulação de vias metabólicas e moleculares que afetam o processo de envelhecimento.
  • Redução do estresse oxidativo: A espermidina pode ter propriedades antioxidantes, o que significa que ela pode ajudar a neutralizar os radicais livres e reduzir o estresse oxidativo nas células. O estresse oxidativo está associado ao envelhecimento celular.
  • Modulação do sistema imunológico: Alguns estudos sugerem que a espermidina pode modular o sistema imunológico, promovendo uma resposta imunológica saudável, o que pode ser relevante para a longevidade.

“Atualmente, existem diversos estudos e pesquisas sobre as evidências promissoras da espermidina, principalmente, com relação aos efeitos positivos no aumento da expectativa de vida. Porém, a longevidade é um fenômeno complexo, influenciador por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida. De qualquer forma, os alimentos com essa substância são opções saudáveis e que podem ser incluídos facilmente na dieta, contribuindo não só com a possibilidade de uma vida mais longa, mas com a proteção das células e DNA do nosso corpo”, finaliza o farmacêutico.

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