quinta-feira , 29 fevereiro 2024
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Alergia a maquiagem – como evitar e tratar a condição

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Com a ascensão de plataformas de mídias sociais, como o TikTok, o público tem se aventurado cada vez mais na experimentação de diversas tendências de maquiagem. No entanto, a busca por looks inovadores e criativos exige uma atenção cuidadosa não apenas à escolha dos produtos utilizados, mas também à possibilidade de reações alérgicas adversas. A aplicação direta desses compostos no rosto pode resultar em sintomas indesejados.

“A facilidade de acesso a tutoriais de maquiagem e a rápida disseminação de tendências incentivam a exploração, mas é crucial que os entusiastas da beleza estejam cientes dos ingredientes presentes nos produtos e realizem testes de contato antes da aplicação completa”, explica Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede de cosméticos hipoalergênicos. A profissional esclarece que, com a amplificação das mídias sociais, a beleza tornou-se mais acessível, mas a conscientização sobre a saúde da pele e a escolha criteriosa de produtos permanecem essenciais para garantir uma experiência de maquiagem segura e agradável.

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Como identificar sintomas de alergia?

“Primeiramente, é importante observar qualquer sinal de irritação, como vermelhidão, coceira ou inchaço na área aplicada. Esses sintomas geralmente surgem minutos ou horas após a aplicação do produto”, indica Lazaretti. Além disso, a presença de descamação, erupções cutâneas ou bolhas pode indicar uma reação alérgica mais grave. Caso ocorram sintomas como ardência ou sensação de queimação, é preciso remover imediatamente a maquiagem e lavar a área afetada com água morna.

“É recomendável observar a persistência desses indicativos. Se eles se agravarem ao longo do tempo, é fundamental procurar a orientação de um dermatologista ou profissional de saúde especializado em alergias para avaliação e aconselhamento adequados”, conclui.

Existe tratamento?

Embora não exista um tratamento específico para a alergia a maquiagem, é possível gerenciar crises e sintomas quando surgem. O primeiro passo é interromper imediatamente o uso do produto que desencadeou a reação alérgica e higienizar a área afetada com água para remover completamente o produto. A aplicação de compressas frias pode ajudar a aliviar a irritação e reduzir o inchaço.

Para sintomas como coceira intensa ou erupções cutâneas, é necessário procurar orientação médica para a prescrição de anti-histamínicos tópicos ou orais. No entanto, Julinha reforça que a abordagem ideal é a prevenção, optando por produtos de maquiagem hipoalergênicos e testando novos itens em pequenas áreas antes da aplicação completa. Escolher cuidadosamente os cosméticos e estar atento à composição pode ser a chave para evitar reações alérgicas recorrentes e assegurar a saúde cutânea a longo prazo.

Como escolher produtos seguros?

Ao fazer compras, é essencial examinar cuidadosamente os rótulos dos itens de maquiagem, procurando por ingredientes conhecidos por desencadear reações alérgicas. Optar por marcas reconhecidas e confiáveis que destacam sua preocupação com a formulação hipoalergênica é uma estratégia inteligente, pois essas empresas geralmente submetem seus produtos a testes dermatológicos rigorosos, como é o caso da Alergoshop.

“Desenvolvemos uma linha completa de maquiagens, todas com fórmulas seguras e caracterizadas por serem livres de 95 substâncias nocivas à saúde humana”, conta Andre Sobanski, CEO da marca.

Vale ressaltar que é aconselhável realizar testes de patch, ou seja, testes realizados na pele para determinar se há reação alérgica a uma determinada substância, antes de aplicar qualquer novo produto de maquiagem. Colocar uma pequena quantidade do produto em uma área discreta da pele, como a parte interna do antebraço, e observar possíveis reações ao longo de 24 horas pode ajudar a identificar potenciais alergias. Essa abordagem proativa permite que os consumidores façam escolhas informadas, evitando reações adversas e garantindo uma experiência de maquiagem segura e agradável.

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